Sete designers definem a

vanguarda do mobiliário

Cada edição da Maison & Objet oferece novas oportunidades para sete nomes do mundo do design, para apresentar seu trabalho para profissionais de todo o mundo. São os “Rising Talents” ou talentos em ascenção. Para a primeira versão da Maison & Objet Américas foram selecionados: Lukas Peet do Canadá, Leo Capote do Brasil, Cristián Mohaded da Argentina, Casey Lurie da metade oriental de os EUA, Max Gunawan da metade ocidental de os EUA, David Pompa do México e Ramón Laserna da Colômbia.
lukas peet
Lukas Peet deixou o Canadá em 2005, para participar do programa de design industrial na Design Academy Eindhoven, na Holanda. Após graduar-se  retornou ao Canadá e fundou Lukas / Peet Design, que atua nas áreas de design de produto,  de interiores, design gráfico e espaços públicos. Seu trabalho tem sido publicado e exibido internacionalmente e recebeu o premio RBC Emerging Designer  em 2014. Vive e trabalha em Vancouver. Já desenhou para a Umbra Shift e Light, Roll & Hill .
leo capote
Por quase 16 anos, o brasileiro Leo Capote foi à procura de usos alternativos para  objetos cotidianos como talheres, parafusos, martelos e chaves de fenda.  Esses objetos tornam-se matéria-prima para ele e perdem a sua função original ao se transformar em peças utilitárias como cadeiras, poltronas, mesas e bancos.  Ex-funcionário dos irmãos Campana, Leo  aparece hoje como um dos designers mais promissores .
mohaded
O argentino Cristian Mohaded se formou na Universidade Nacional de Córdoba (FAUDI). Reside em Buenos Aires. Ele já projetou as luminárias Volta para IMDI, uma empresa de iluminação argentina, e fez uma edição limitada para a Galeria S. Bensimon (Paris), a Cabeza Bowls e o Fleco Mirror.  Seus clientes incluem marcas premium, como S. Bensimon Gallery, Habitat e La Redoute. Nacionalmente, ele desenhou para Voila BA, La Feliz, IMDI Iluminação, Malba, FOG Conceito e Solantu, entre dezenas de outros. Mora em Buenos Aires.
casey lurie
Casey Lurie é um designer independente sediado em Chicago que começou como aprendiz de marceneiro e recebeu um BFA da Califórnia Instituto das Artes e um M.F.A. da Northwestern University. Durante três anos, Casey trabalhou em Tóquio como desenhista para Idée, o principal fabricante de mobiliário contemporâneo no Japão. Lá se interessou por técnicas de marcenaria  japoneses, uma prática que influencia o seu trabalho até hoje. Em 2012,  abriu seu próprio estudio, Casey Lurie Studio, onde desenvolve aplica o artesanato tradicional e métodos de tecnologia para a produção de  mobiliário, iluminação e objetos domésticos  marcados por sua atenção aos detalhes.
lumio
Nascido na Indonésia, Max Gunawan passou 10 anos como arquiteto antes de ser nomeado um das “Top 10 Empresas Mais Inovadoras de Crowdfunded” pela revista Entrepreneur, em 2013. Sua obra resulta da criação de sistemas de iluminação modernos com o simples objetivo de dar às pessoas a liberdade de experimentar bela iluminação onde quer que estejam. O estúdio Lumio, que comanda, está focado em objetos do cotidiano, multi-funcionais e simples.  Atualmente tem sede em San Francisco.
david pompa
Nascido de mãe austríaca e pai  mexicano, David Pompa foi criado em ambos os países, e mantém estúdios de design interdisciplinares em cada um. Graduou-se na Universidade de Kingston, em Londres, em 2008, onde continuou a trabalhar, mas o seu forte vínculo com a cultura mexicana o levou de volta para abrir sua primeira loja na Cidade do México em 2013. A idéia de trabalhar com materiais tradicionais começou com uma viagem a Oaxaca  onde David viu artesãos utilizarem o “Barro Negro” para a primeira vez. Seu compromisso com a rica herança e notável habilidade de artesãos mexicanos tem exigido um repensar de processos tradicionais, desafiando os limites da cultura, de produtos e materiais. Em  seus projetos, David busca encontrar um produto mágico inesperado em materiais tradicionais quando combinados com técnicas modernas e novas idéias.

Ramon Laserna

O colombiano Ramón Laserna estudou Desenho Industrial, tornando-se também interessado primeiro em fotografia e, em seguida, na arte cinética. Nos últimos oito anos ele explorou as possibilidades de fundir as duas disciplinas. Trabalhando principalmente com fragmentos urbanos, ele está sempre à procura de linha e cor, abstrata ou geométrica, criando o que chama de “ensamblajes”. Sua obra é o casamento perfeito entre design, fotografia e cinética, sempre envolvendo uma ilusão de ótica, que dá movimento para o produto.

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